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Fórum de Davos debate crescimento, segurança, mudança climática e energia
terça, 23 janeiro 2007
Por Elisa Santafé DAVOS, Suíça, 23 jan (AFP) - O Fórum Econômico Mundial (WEF) começa nesta quarta-feira, na estação de esqui de Davos, na Suíça, com um amplo programa em que a elite econômica e política mundial debaterá assuntos estratégicos como crescimento econômico, segurança, mudança climática e energia.Esta grande reunião anual dos principais líderes políticos e empresariais de todo o planeta pretende encontrar soluções para o "mundo cada vez mais esquizofrênico que enfrentamos", segundo seu fundador, o alemão Karl Schwab, que para este ano elegeu o lema "A transição gradual do poder no mundo".

São esperados para a edição de 2007 quase 2.400 convidados de 90 países, entre eles 24 chefes de Estado e de Governo, 85 ministros, dirigentes de organismos internacionais e de inúmeras multinacionais, estudiosos, além de dirigentes dos meios de comunicação e da sociedade civil.

O WEF destaca como novidade neste ano que a comunidade empresarial mundial presente no fórum está tomando cada vez mais consciência de que a mudança climática e a proteção do meio ambiente são prioridade maiores do que já eram antes.

Segundo uma pesquisa que a organização do fórum faz todos os anos com seus participantes antes do encontro em Davos, 20% dos entrevistados têm como prioridade proteger o meio ambiente, contra os 9% do ano passado.

Para o WEF, "trata-se de uma mudança notável, apesar de estar claro que os líderes que vão a Davos vêem o mundo e seus problemas de maneira diferente da população mundial", afirma Peter Torreele, subdiretor do fórum.

A pesquisa, publicada na segunda-feira, também enfatiza que os líderes mundiais estão "otimistas a respeito do futuro crescimento econômico, mas pessimistas sobre a segurança e o futuro futuro", segundo um comunicado do WEF.

A América Latina também se apresenta em Davos com otimismo no setor econômico e, além disso, no político, já que conseguiu o maior crescimento em 30 anos, mas o debate se centrará em como crescer mais e distribuir melhor a riqueza.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo presidente mexicano, Felipe Calderón, serão os líderes da região presentes no evento.

Ao debate econômico se soma a reunião ministerial que será realizada no sábado para tentar ressuscitar as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que foram suspensas em julho passado e retomadas em nível técnico no final de 2006.

A energia será outro tema econômico e estratégico de importância, com debates sobre a crise russa e participantes como os presidentes das gigantes Petrobras e Gazprom (russa), além de vários ministros do setor, como a titular chilena da Energia, Karen Poniachik.

No terreno político, a chanceler alemã Angela Merkel abrirá o fórum detalhando suas prioridades como presidente neste ano do Grupo G-8, os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia, e da União Européia (UE) durante o primeiro semestre de 2007.

Para isso se encontrará na quinta-feira com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, em um momento em que os membros do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, UE, Rússia e ONU, que se reunirão em 2 de fevereiro) desejam reativar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Quase ao mesmo tempo em que se celebra a elitista reunião de Davos, também acontece, como desde 2001, o Fórum Social Mundial (FSM), encontro antiliberal criado como contraponto do WEF, que este ano é realizado na capital do Quênia, Nairóbi, de 20 a 25 de janeiro.





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