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Filhotes de proveta tentam salvar o ameaçado tigre siberiano |
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terça, 23 janeiro 2007
Pequim, 17 jan (EFE).- Uma tigresa siberiana de quatro anos se tornou a primeira da espécie inseminada artificialmente na China, num programa que pretende evitar a endogamia e preservar os felinos, ameaçados de extinção. Segundo explicou hoje à Efe Bian Shifeng, diretor do Centro de Criação de Felinos de Henghedaozi, na província de Heilongjiang, no nordeste do país, a experiência pioneira foi feita com "um sêmen de boa qualidade", de um macho de sete anos treinado para viver na vida selvagem.
Um dos principais riscos para a espécie, uma das dez mais ameaçadas do mundo, está nos cruzamentos entre parentes nos parques onde vivem em cativeiro.
"O primeiro objetivo do programa é evitar acasalamentos entre tigres com proximidade sanguínea. Alguns exemplares não estão mais tão fortes quanto os que vivem em liberdade", disse Bian.
Os zoólogos esperarão algumas semanas para ver se a inseminação funciona, a fêmea fica prenhe e consegue dar à luz filhotes com "os bons genes do pai".
É a primeira vez que a técnica é usada na China. Até agora, a inseminação artificial era utilizada em outra espécie ameaçada e emblemática do país: o panda gigante.
"Se o teste for bem sucedido, facilitará o trabalho. O sêmen poderá ser congelado e transportado para onde haja uma fêmea que precise dele", disse Bian.
Segundo a organização WWF, apenas cerca de 500 tigres siberianos vivem em estado selvagem em seu habitat, na fronteira entre a Sibéria russa, o noroeste da China e o norte da Coréia.
Apesar ser alarmante, a situação melhorou em relação a meados do século XX, quando só restavam 40 exemplares. A espécie esteve à beira da extinção, devido sobretudo à caça.
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