sexta, 28 julho 2006
No encontro de profissionais da saúde, com o senador Osmar Dias no último dia 19/Julho, na ACIC, na qualidade de presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” para entregar um documento intitulado “Princípios Ambientais para um Paraná Sustentável”. É um pequeno começo da vontade de profissionais liberais de todas as áreas (agrônomos, veterinários, economistas, químicos, médicos, biólogos, advogados, físicos, engenheiro, arquitetos, jornalistas, etc...) envolvidos em nossos projetos. Aspiração de empresários, industrialistas e comerciantes ecologistas.
É o simples ponto de partida. Não é um Plano de Ação ou sugestão de Programa de Governo. É o começo de importante compromisso e capacidade da Sociedade buscar saídas (de emergência) para as perigosas e continuadas agressões ao Planeta Terra.
Vivemos num planeta paradoxo, onde 70% é constituído de água, mas apenas 1% disso serve para uso humano. Como será o futuro das populações? As cidades sobreviverão aos racionamentos? E as indústrias de alimentos? E os criadores de animais domésticos? Assistiremos a degradação e devastação da natureza, julgando que fórmulas mágicas da ciência & tecnologia reverterão todas as questões ambientais? Como obteremos energia? ... se as barragens “faraônicas” são modelos que podem ficar comprometidas e sem água fluente nos rios, não funcionarão suas turbinas?
Ademais, com as mudanças climáticas levando à falta de chuvas nas áreas agricultáveis, como se semear e colher grãos, frutos e cereais? E as empresas de transporte, carregarão vento?
Mas o mapa da destruição ambiental é um processo irreversível e contínuo. É local, regional e globalizado. Mas parece que os fatos só são observados pelas chamadas “ONGs.” Em realidade o descaso, descanso e despreparo da maioria dos governos são notáveis. Tudo é meramente discursivo, evasivo e de uma postura antiecológica... inqualificável.
A devastação dos ecossistemas das florestas é outra adversidade imperdoável. No caso da Amazônia é um crime de lesa pátria. Pois a riqueza de nossa biodiversidade (... ainda nem catalogada e muito menos estudada!) é transformada em cinzas, capim, deserto e/ou carvão. Como o cofre ecológico do país é deixado aberto para saque indiscriminado de suas raras espécies zoo-botânicas? Como um santuário ambiental é corrompido e extinto pela primitiva indústria da ganância? E as ignorâncias dos que degradam, caçam, queimam, julgando que não estão errados? Isto sem falar nos garimpos ilegais de ouro e diamantes azuis! E as milhares de empresas madeireiras, que sentenciam à morte florestas e espécies da fauna e flora, exterminado ovos, ninhos, filhotes? E com causas que ainda repercutem no ciclo hidrológico, com a diminuição das chuvas e conseqüente alteração do clima do continente, atingindo os países do Tratado de Cooperação Amazônica e até o Estado do Paraná.
Bastam de levantamentos, mapeamentos e zoneamentos. Necessitamos de um “manual de sobrevivência” pra encarar a “sobrevivência manual”? Uma mochila com um “kit” de primeiros socorros ( ... ou quiçá um titulo de eleitor com voto correto!) será o próximo passo da sociedade?
Um passo coletivo para entender que ( sem ONGs, nem projetos sérios da Sociedade) nem os governos sobreviverão? A sociedade já sabe que não há um “salvador da pátria”. Mas cada qual deve começar já a fazer por si e suas comunidades, cidades, Estados ou Continentes Latino. É a tal de “responsabilidade ambiental” que semeamos no documento entregue ao futuro do Governador.
Mas, .... sem recursos, nem cofres a disposição, todos os ecologistas (doutores, PHDs, pós-graduados, mestres, escritores, pesquisadores, & gestores ambientais) são um exército ambiental expressivo. Alguns, até desempregados! (pela falta do tradicional “QI” = Quem Indique) Porém, confiantes no conhecimento, na criatividade, na capacidade de trabalho e mobilização de todos nós.
De nosso encontro com Osmar Dias restou um palco de desafios: água, mudanças climáticas, biodiversidade, poluição, energia, desflorestamentos, falta de matas ciliares e gestão ambiental. E, bem sabeis, a sociedade amadureceu e não comete o mesmo erro duas vezes.
“Lao Tse” dizia: “Grandes realizações são possíveis, quando se dá importância aos pequenos começos”.
O “Instituto Bering Fróes Eco Global” agradece (em nome dos adeptos que congrega) o compromisso público do senador deixar abertas as portas do Palácio Iguaçú ao chamado Terceiro Setor. Isto, já é um pequeno começo que a sociedade quer, e jamais pode realizar!
Se não começarmos a salvar os ricos e belos ecossistemas do Paraná, como vamos querer salvar o Planeta Terra?
O PARANÁ, 28 de Julho de 2006
Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário) Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado” (Diário da Manhã – Pelotas / RS); Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor de livros: como “Dossiê da Amazônia”. 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “ Instituto Bering Fróes Eco Global ” . Autor de projetos ambientais internacionais.
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