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A História da Extinção do Pau-Brasil
sexta, 24 fevereiro 2006

A HISTÓRIA DA EXTINÇÃO

DO “PAU BRASIL”

( Introdução )

 

A formação, informação e geração de uma Consciência-Ecológica dependem do conhecimento de fatos históricos, na maior parte das vezes, à margem da História Oficial.  Este ensaio tupiniquim reflete os aspectos jurídicos, sociais, econômicos de diferentes épocas de nosso país, durante a exploração do “ pau-brasil ”, com sérias repercussões ao patrimônio nacional saqueado e gerando profundos reflexos ecológicos, traduzindo-se no primeiro “impacto ambiental” imposto à nossa natureza.

 

                Quando conheci Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e as demais praias semi-virgens do sul da Bahia, a devastação ambiental de nosso contemporâneos não havia atingido o clímax.   Porém, com o advento da exploração imobiliária irresponsável, a beleza paisagística sofreu novas perdas, com reflexos na flora e fauna da região.  Foram queimadas inescrupulosas, para implantação de uma agricultura primitiva ( mandioca, cana-de-açúcar, milho ); queima de madeiras nobres para transforma-las em “carvão”, num crime  ecológico franqueado aos olhos de todos.

 

                O “Parque Nacional de Monte Pascoal”, - Reserva dos Índios Pataxós -  também foi vítima do desrespeito dos madeireiros gananciosos , destruindo-se parte de um raro ecossistema do Planeta Terra.

 

                A caça de espécies em extinção, como bicho-preguiça, macacos, onças, répteis, papagaios, tatus, etc..., além de pássaros e aves raras, foram assassinatos cruéis e desumanos, que continuam sem fiscalização.

 

                Meus anfitriões, - Carlos Praz, Molina e Enio Rios – conduziram-me ao “Horto Florestal da CEPLAC” (Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira), para verificar o incansável trabalho dos engenheiros florestais, para reprodução e preservação das últimas matrizes de mudas de “ pau-brasil ”, e que antigamente fora uma gigantesca floresta de uma riqueza zôo-botânica incalculável.

 

                Dentro das condições disponíveis, pesquisamos documentos, informações, histórias, sem deixar de realizar nosso mergulho submarino.

                Assim, dentro da filosofia do projeto “People’s Universities Center” (Centro das Universidades dos Povos), condensamos esta série de artigos, denominados a seguir:

 

1.       -  Provas de um descaso secular

2.       -  De Aralutan... ao deserto Amazônico

3.       -  Do “Trato”... ao mal trato do “pau-brasil”

4.       – Notícias do “Contrato de Arrendamento”

5.       – Na época das Capitânias Hereditárias

6.       – Na época do Governo Geral

7.       -  Depoimentos sobre a extração, sobre Contratos

8.       – Na época do Império e República

9.       -  Discussões Gerais e conclusões

10.    -  Introdução ( Ora apresentada )

 

Hoje, considerando a Ecologia como uma Ciência do homem e da natureza, revisando todos os erros, devemos apoiar as realizações científicas para preparação de um “ Século 21 ” viável ambientalmente.     

 

Ou você aguarda soluções mágicas e instantâneas?    O destino da “Floresta Amazônica” será o mesmo das Florestas de Pau-Brasil?   Cientistas, botânicos, escritores, artistas e pesquisadores, consentirão com a sucessão de crimes ecológicos?

 

(Publicado: Jornal da Manhã, Criciúma, SC 16/03/1990)  /   Gazeta da Liberdade, Salvador,BA   /    Diário da Manhã, Pelotas, RS)








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