População Mundial:      Terras Produtivas: hectares
   
Tribunal da Natureza
quinta, 23 fevereiro 2006

Série Florestas 

 

Doravante “ecologia” é a ciência da sobrevivência dos povos do Planeta Terra.  Ou deixaremos a imundice contaminar os céus, os oceanos e todos os recantos da Terra?

Escrito há quase 4 milênios, em “ Genesis ” (1, 28 ) diz:  E Deus os abençoou, e disse: Crescei e multiplica´-vos, e enchei a Terra, e despertai-a e DOMINAI sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a Terra.

                  A respeito da palavra “ dominai ”, debatemos com outros ecologistas sobre este perigoso erro de texto, que induz ao erro perigoso de extermínio dos bens e recursos da Natureza.

 

                Assim, no decorrer da História, a “ Revolução Industrial ” acelerou a exploração dos recursos da Natureza, consentindo com mais um erro.   Em qualquer dicionário simples, o adjetivo “exploração”, corresponde a “abuso de confiança, ganância, etc..., obtenção”  Assim, numa justificativa irracional ou numa injustificada racionalidade, - com a organização e prática da ideologia de produção de bens econômicos da filosofia do lucro de capital – ( a qualquer preço! ), gerou-se outro perigoso erro motor da Sociedade. Tudo é movido a dinheiro!                                                           Os homens trocaram  a  razão de ser ”, pela estúpida “ razão de ter.    

 

                Assim, arrazoando este erro idealizado como líquido e certo,, acontece a exploração de tudo.  A exploração do homem pelo homem, a exploração dos animais, a exploração das reservas minerais, a exploração das reservas energética.  EM SUMA:  escravidão, genocídios, poluição e degradação são conseqüências da destruição sistemática dos “...valores da Natureza.  Parece, que o mais importante, são os resultados da “...natureza dos valores!” econômicos imediatos !

                Assim, encontramos parte das raízes dos desequilíbrios sociológicos, antropológicos e ecológicos planetários.

 

                E a sociedade global, - de forma comum – precisa reciclar posicionamentos, onde as ciências avancem através de novas idéias, novas práticas, à luz das Ciência das Luzes.         Até as tradições esotéricas da literatura alquímica, - mas de acordo com os segredos da vida – revelam que a transformação dos Corpos em Luz e da Luz em Corpos está totalmente de acordo com as Leis da Natureza, pois a Natureza parece encantar-nos com todas suas “transmutações”.  São sementes, árvores, cascas, folhas,  flores, frutos!  E tudo tem a freqüência de uma energia propícia à Saúde Humana?   Procriação, ninho, ovo, gestação, filhotes.  Venenos, peçonhas!  E mais antídotos e soros são  transmutados em remédios para males específicos?   Ecossistemas, vida!

 

                Então, por que vivemos numa filosofia econômica destrutiva? Porque exterminar o que nnão catalogamos, nem sequer temos DOMINIO  de conhecimento?  Porque não conceder à Floresta Amazônica o direito de permanecer floresta, com sua vocação natural também produtiva? E por que as ciências modernas – erroneamente – rejeitam e ignoram os valores e importância das Ciências Ocultas?  Os “espíritos da floresta”, - como os índios se referem em seus rituais ( Xamãs ) - não contribuem com uma energia positiva – de equilíbrio - para a “floresta de espíritos” doentes em nossas cidades?    A biodiversidade da Amazônia, não nos dá chás, ervas, peçonhas, remédios?

 

                Apenas para promover o divórcio da fé das tradições herméticas, da filosofia mecânica, puramente material?  Quando a ciência acaba, não começa a Fé?  Ou há uma descrença global até para a salvação do Planeta?

 

                A humanidade precisa re-discutir todos os modelos econômicos e não reprisar todos os erros ecológicos... eternamente!

 

                A trágica mania de grandeza do Homem contemporâneo, começa a ser julgada pelo  “Tribunal da Natureza.”  A sociedade industrial está ameaçada de retornar ao estágio de sociedade tribal:  guerra nuclear, efeito estufa, desglaciações polares, superpopulação, falta d’ água, miséria e fome são alguns exemplos.

 

                Se o Planeta Terra é uma criação sagrada, não estão devastando os reinos e DOMÍNIOS Divinos?  As profecias índias não estão se cumprindo? As visões ecológicas, - enunciadas no projeto “Peoples’ Universities Center” ( Centro das Universidades dos Povos ), não são de amplas repercussões holísticas?                                                                                                                                 Crescei e multiplicaí-vos”... e DOMINAI a Terra, exterminando as florestas?

 

AFINAL: é o “Homo sapiens” um animal bastante humano?...  Ou, definitivamente, um humano bastante animal?    De que lados nos classificam?

 

( Diário da Manhã, Pelotas, RS – 7 / Fevereiro / 1991 / Gazeta da Liberdade, Salvador, Bahia)

 






148256 Visitors
Política de Privacidade