População Mundial:      Terras Produtivas: hectares
   
1° Ano sem Chico Mendes
quinta, 23 fevereiro 2006

 

A Natureza é uma organização desorganizada?  Ou, uma desorganização organizada?   ...Que importa?      Dirão alguns despreocupados com aspectos biológicos ou filosóficos e rumos que a humanidade possa ter no Planeta Terra.  Porém, da preservação da natureza depende nossa própria “essência” vital, nesta verdadeira empresa multidisciplinar, envolvendo reino mineral, vegetal, animal e hominal depredador.

 

                No “Livro dos Mistérios” ( Sibra Dzeinúta ), tem uma profética frase que diz:  “ Assim, os reis do Velho Mundo foram destruídos, porque a Natureza recusava-se a lhes fornecer os alimentos.”   E por acaso, não está assim?

 

                A Natureza terrestre não têm proprietários, nem tampouco é o centro do universo.      Os Planetas continuarão a gravitar entorno do “Sol”;     e o astro-rei deste sistema ao redor de outros “sóis” que existem noutras galáxias.

                Assim, na hipótese de destruição da vida no Planeta Terra, o universo seguirá sua trajetória silenciosamente lúgrube, deixando pegadas, rastros e sinais de uma civilização que não exercitou sua inteligência, para desenvolver uma consciência ecológica.

 

                Então, à persistir o caótico nível de devastações ambientais, aliado ao descaso e descanso do Poder Público, - como a imprensa tem mostrado ultimamente – seja com as “Leis da Natureza”... ou com a “natureza das leis”, exterminar-se-ão todas as fontes de abastecimento de recursos naturais do Planeta.  Nem água, nem alimentos, nem espaço vital, nem direito a vida futura restará às gerações vindouras.

 

                Uma frase de reflexão diz: “ Ego veni ut vitam habeant et abundantius habeant ”  ( Eu vim para que tivessem vida e tivessem mais abundantemente )  Dois mil (2000) anos após a crucificação do seu autor, sua filosofia sequer foi atendida, ou certamente entendida.  Assim, - Cristo -  foi crucificado por seus algozes contemporâneos, como muitos ecologistas o são em nossos dias.

 

                Em 22 de Dezembro – CHICO MENDES – há dois anos assassinado tornou-se um mito!  De peito aberto, ousou afrontar os “interesses difusos” ( ...que são bem claros! ) e, como caça nas armadilhas, mesmo acompanhado de sua eterna razão, dos fundamentos da Ciência e de policiais, foi exterminado.

 

                A crucificação da Floresta Amazônica é  um crime de lesa pátria ( ...por estar no Brasil! ) e de lesa Humanidade (... por estar no Planeta Terra ), pois nela acontece a crucificação dos raros ecossistemas dos últimos reinos sagrados da Natureza.

 

                Hoje, - pensamos – todos os sinos de todas igrejas deveriam tocar, como um tributo à Chico Mendes, que também morreu para salvar uma comunidade de seringueiros, e alertar como um grito de socorro, num “SOS” AMAZÔNIA.

 

                O PROJETO AMBIENTALISTA “ People’s Universities Center ” (Centro das Universidades dos Povos), protesta contra a inviolabilidade dos “ Direitos da Natureza ” (... que não pode falar ou reclamar!), bem como pela transgressão do “ Direitos Humanos” (... dos que ousam não calar!), em lutas de causas justas e puras, que devem ser de toda Sociedade.

 

                “CHICO MENDES” não era um homem divinizado... ou Ser Divino humanizado. Eram um homem simples, de extrema sensibilidade e respeito pelos valores da Natureza.  Foi uma espécie de “sol” para iluminar os caminhos dos seringueiros.

 

                Um dia,... os Povos da Floresta unir-se-ão aos Povos das Cidades, provando que “ecologia” é uma ciência para evolução de nossas vidas,... e não para sacrificar ou tirar nossas vidas, para evolução da ciência.

 

                Este é o custo indesejável... para quem fez jus ao título de “Homo sapiens sapiens”:  perder a vida para, - numa parte do Planeta Terraa Vida não se perder!

 

( Diário da Manhã, Pelotas, RS 23 de Dezembro de 1990 )

 






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