População Mundial:      Terras Produtivas: hectares
   
ECOprevisões
sábado, 25 fevereiro 1989

                                                                   

    Faltam 3.950 dias para o Ano 2000.   As cidades estão repletas de pessoas, veículos, indústrias e dificuldades de saneamento básico, saúde, etc..., acelerando crises insolúveis: desemprego, fome e déficit de habitações.    Os países sub-desenvolvidos, desejando pagar suas  “Dívidas Externas” – farão uma super-exploração de seus solos agriculturáveis, usando excessos de agro-toxícos, transformando solos em “desertos” improdutivos. ( à longo prazos )

 

                

                Assim, as crises das dúvidas gerarão “crises ecológicas” globais que aumentarão que aumentarão as crises biossociais.  Com o aumento das exportações de alimentos ( grãos ), para aumentar o “PNB ( Produto Nacional Bruto ) poderão se esgotar os recursos do Mercado Interno, determinando uma excassez sem precedentes.

 

                Hoje, observamos que para se plantar e produzir, - com os desmatamentos e poluição, e a poluição indiscriminada do ar, águas e solos – muitas mudanças climáticas ambientais começam a se pronunciar.  Exemplos clássicos:  com  as queimadas,  e queima de “combustíveis fósseis” ( que espalha e concentra “Dióxido de Carbono” na atmosfera ), determina-se um aquecimento progressivo da temperatura do Planeta Terra, ocasionando o chamado “Efeito Estufa”.

 

                Assim, contribuir-se-á para que aconteça o “degelo das calotas polares” e os oceanos subirão seus níveis, invadindo e inundando as cidades litorâneas.   Eis o pronunciamento dos desequilíbrios ecológicos, que ocasionarão perdas econômicas também.  

 

                Os governantes precisam se dar conta de que, é da correta administração dos recursos do meio ambiente que haverá progresso técnico, condicionando a sobrevivência da humanidade.

Dados científicos recentes afirmam que, a cada ano, seis (6) milhões de hectares de solos agricultáveis, transformam-se em “desertos” estéreis.  Ora, se projetarmos este descaso por trinta (30) anos, teremos uma área equivalente à “ Arábia Saudita

 

                Também, para suprir nosso modelo existencial e econômico, anualmente são destruídos onze (11) milhões de hectares de “florestas”.  No mesmo prazo, teremos uma área proporcional à “ Índia ”, totalmente devastada.

 

                Eis algumas conseqüências de nosso modernismo sem planejamento...  que não pode esperar trinta (30) anos por decisões... que precisariam ser agilizadas e tomadas ontem !  É preciso ficar bem claro que, com a degradação dos rios, lagoas e oceanos; da atmosfera; extermínio das florestas; comprometimento dos solos, com seus recursos renováveis ( ...e não renováveis ), significa a própria degradação da espécie Humana. 

 

                È preciso  que seja entendido que há uma grande e perfeita interrelação entre as forças da Natureza.  A presente geração ( artigo escrito em 1989 ) têm que dar um passo decisivo, forçando os Governos a entender e se conscientizar de que “ Ecologia” e Economia ” se interrelacionam profundamente.  A vida da espécie humana está em jogo, porque os efeitos danosos da poluição não estão confinados à Continentes ou Nações.

 

                Indagamos: A energia nuclear precisa de passaporte ou autorização da alfândega para passar fronteiras?   ...Ou não precisa? 

 

(Jornal da Manhã, Criciúma, SC 25e26/ 02/ 1989  /  Diário da Manhã - Pelotas  / Gazeta da Liberdade, Salvador, BA)

 

Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário)    Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado”  (Diário da Manhã – Pelotas / RS); Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor de livros: como “Dossiê da Amazônia”.  1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” .  Autor de projetos ambientais internacionais.






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