terça, 07 fevereiro 2006

A água, as leis, a natureza e a política são ingredientes do fenômeno de sede coletiva que as populações começam a experimentar. Racionamentos, falta ou abastecimento programado são nomes dados à escassez em diferentes regiões do planeta. A água, as leis, a natureza e a política são ingredientes do fenômeno de sede coletiva que as populações começam a experimentar. Racionamentos, falta ou abastecimento programado são nomes dados à escassez em diferentes regiões do planeta.
Por mais, justificativas, teorias e hipóteses, as raízes do problema estão na falta de raízes das florestas desmatadas. O rompimento do “ciclo das águas” é o atestado de óbito ao Planeta Terra.
Por outro lado, com o rompimento da “camada de ozônio”, acelerando-se o aquecimento global, há uma maior ( e compreensível!) evaporação dos mananciais d´água, cujo resultado econômico-ecológico é, - no mínimo - trágico
à realidade ambiental da sociedade planetária futura.
Ademais, somando-se aos problemas da falta d’água, há inúmeros impactos sócio-ambientais em função da natureza dos usos da água, que são altamente poluentes. A navegação, recreação, lazer, com uso de lanchas e “jet-skis”, determinam graves índices de poluição por óleos que além de diminuir podem exterminar a flora e fauna aquáticas.
A própria geração de energia elétrica, com alternância e alteração dos regimes hídricos, colaboram na extinção de espécies e ictiofauna, promovem a alteração e origem de microclimas, conduzem à mudança no regime dos ventos e pode determinar a criação de gases do efeito estufa. A própria agricultura, com manejos errôneos ou falta aptidão, pode gerar uma venenosa poluição dos rios e dos lençóis freáticos determinada pelos agrotóxicos. A própria agricultura, no lançamento de dejetos da criação de animais, além da poluição, determina um problema de Saúde Pública, com graves doenças transmissíveis aos humanos.
Isto, sem falar nos impactos de uso urbano das águas, com anti-saneamento, que determinam a poluição dos cursos d’água, com todo tipo de resíduos industriais, resultado dos processos de produção.
Outra preocupação são os processos desorganizados de “urbanização” , com ocupação de encostas de morros, terrenos desocupados, zonas marginas de rios e represas e lagos. O processo de urbanização, pela pavimentação asfáltica, contribuem com o crescimento das inundações (enchentes) após fortes chuvas. E se somarmos os lixos das ruas, que migram para o sistema de drenagem e promovem entupimentos comprometedores ao tráfego de veículos e pessoas nas cidades.
Todo um conjunto como garimpo de ouro, ( contaminando rios com mercúrio); desflorestamentos, (com mudanças nos ciclos hidrológicos); exploração de cascalho e areias no leito de rios (causando erosão e assoreamento, além de morte dos ecossistemas), dentre outros como Usinas Termoelétricas (cuja emissão de enxofre são causa de “Chuvas ácidas”) e a própria mineração de carvão, são fatores que promovem impactos sócio-ambientais de valor inestimável.
Conforme a “Política Nacional do Meio Ambiente” diz que poluição “é a degradação da qualidade ambiental resultante das atividades que, direta ou indiretamente:
A) Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
B) Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
C) Afetem desfavoravelmente a “biota”;
D) Afetem as condições estéticas ou sanitários do meio ambiente;
E) Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos
Este é só um começo! A mercantilização (transformando água em mercadoria ou “commodity”), a privatização ( em alguns países!) a desregulamentação e a re-normatização, são algumas características eco-políticas que, além de envolver lucro, são uma fronteira entre o viver... e o sobreviver? Quem viver ...verá!
Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário, projetista ambiental) Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado” (Diário da Manhã – Pelotas / RS). Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor do livro “Dossiê da Amazônia”. Em 2004, 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” .
|