terça, 07 fevereiro 2006

Para o jornalista e escritor “Paulo Martins”, vai um recado: Melhor do que “uísque 12 anos”, é beber “água descongelada de iceberg 12 mil anos”. Água azul... prá lá de tão pura! Tonificante para o espírito! Fonte de inspiração dos poetas abstêmios! Para o jornalista e escritor “Paulo Martins”, vai um recado: Melhor do que “uísque 12 anos”, é beber “água descongelada de iceberg 12 mil anos”. Água azul... prá lá de tão pura! Tonificante para o espírito! Fonte de inspiração dos poetas abstêmios!
Com esta idade, este divino cubinho de gelo gigante desprendeu-se no mar.
Em março de 1998, a plataforma de gelo (Larsen B) de 200 quilômetros quadrados, rompeu-se e caiu no mar. Antes em 1995, o aquecimento global do Planeta já dera sinais de alerta. Rompera outra geleira de 1300 quilômetros quadrados.
Na realidade os oceanos são uma espécie de recipiente ou útero da gênese. Hipóteses e teorias nos conduzem para um começo da vida nas águas. E, lamentável, o fim da vida no Planeta Terra, está ligado – infelizmente - ao extermínio dos recursos hídricos.
Sabemos que – para o materialismo - o valor é dado em função da raridade! Mas, porque diamantes, inúteis à vida - custam uma fortuna? E a água, essencial à vida, não é valorizada? Nem protegida? Tratada com descaso?
Se todas formas de vida dependem da água... é interessante revelar para nossos amigos governantes, que a “água natural” – não é pura – pois envolve uma solução diluída de elementos dissolvidos do Planeta Terra, ou até precipitados da atmosfera. É o maior e melhor solvente da natureza. Até no “... lavar as mãos!”
E as chuvas que se precipitam no planeta, infiltram-se no solo atravessam um complexo de material orgânico, as raízes, as folhas em decomposição que integram o “húmus”. E prossegue dissolvendo minerais de rochas e dos solos interagindo com micro-organismos vivos – micróbios, fungos, vírus, bactérias – até atender a escala de vegetais, animais e seres humanos.
No estudos das águas, - nos cursos Veterinária, Medicina, Agronomia, Nutrologia, Oceanologia, conhecemos mais os conceitos de hidrólise, reações de precipitação, absorção e trocas iônicas, oxidação e redução, trocas gasosas, e processos biológicos ( Respiração, oxidação e redução, por exemplo!) onde a presença da água é uma exigência essencial. Isto sem falar na água no Meio Ambiente. E “águas subterrâneas” que, agem como uma esponja, de forma absorvente. Que ingressa na sua composição a lixiviação do material da superfície, tornando-as mais vulneráveis aos crescentes e irresponsáveis fatores de poluição. (Ex: óleos, sabões)
Assim, percebe-se que há uma ação silenciosa sobre águas subterrâneas, mudando a qualidade e concentrações químicas, por lançamento de determinados aditivos, fertilizantes, herbicidas, pesticidas, tintas, produtos químicos, tóxicos e radioativos, de forma irreparável no Planeta Terra.
Para contrabalançar, há “novas doenças”, como a presença de nitratos (íons) que chegam às águas (mesmo diluídos!) podendo inibir o transporte de oxigênio na corrente sanguínea, determinando a “Doença azul”. Ou alguns tipos de câncer.
Sabem de onde vêm os “nitratos”? Dos lixos urbanos e industriais. E tudo é drenado e se infiltra no chão, chegando aos lençóis freáticos. Será que crescimento e desenvolvimento econômico são boas fontes de câncer? Mas, e o problema de material orgânico que chegam aos oceanos? Contaminações dos pescados por Nitrogênio? Fósforo? Mercúrio? E demais metais pesados lançados – criminosamente – nos rios?
O principio das conseqüências, não está na conseqüência de “princípios”? De haver e aplicar leis, com rígida fiscalização? A humanidade permite o desvirtuamento do Planeta e da nossa única fonte de vida?
Assim, indagamos como está a qualidade das águas do “Aqüífero Guarani”? Puras? Em que região? Salobras? Comprometidas? Ou, envenenadas? ... como nosso futuro?
Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário, projetista ambiental) Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado” (Diário da Manhã – Pelotas / RS). Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor do livro “Dossiê da Amazônia”. Em 2004, 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global”
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