terça, 07 fevereiro 2006

Eis a amostra de 2 países importantíssimos, que clamam por água urgentemente!
Na Índia, (em número estatístico assustador!) todos os anos, nascem mais de 19 milhões de crianças. E todas, pensamos, lavam a bunda e usam fraldas, tomam banho, bebem água e tomam sopinha! Nasce um número equivalente a população do Canadá à cada ano e meio. Uma conta impressionante e assustadora. Até parece erro... ou grotesca mentira. Em meio a diferenças sociais e tantas “castas”, filosofias e uma extrema pobreza material do povo, que contrasta com riquezas espirituais e pensamentos de “gurus” indianos. Yoga! Ademais, convivendo com a fome e a pobreza, a Índia é uma superpotência. Líder no domínio e produção tecnológica de informática (software-hardware). Outra prova: a “Bomba Atômica”, com mil tensões político-militares na fronteira do Paquistão.
Desenvolvimento. Tecnologias. Bomba Nuclear. Ecossistemas. Rios, florestas, água.
Tudo em comum com “gente”! E gente tem que saber e ser informada, educada e conhecer o Planeta em que vive... ou sobrevive. Saber quanto custa ao Governo, - a engenharia de saneamento – e a ignorância das populações ou a má fé da poluição industrial?
“Pouco custa transformar um rio em esgoto. Mas quanto custa transformar um esgoto em rio?” ( Nossa frase motivo de palestras: Rotary, Lions, Universidades, Congressos)
Como equilibrar os ecossistemas aquáticos? Repovoar de peixes? E reaver todos os seres vivos? E deixar a água potável? Eis a fragilidade da ecologia!
Na prática, a “gênese da natureza” da recuperação, jamais será igual a preservar a “natureza da Gênese”, original do Planeta.
Planos, projetos, conferências, fóruns, não substituem a “Educação Ambiental”. E a natureza não pode ser superadas pelas “leis das forças” econômicas que subjugam, dominam “força das leis” ecológicas. O trabalho do dia à dia é fundamental para nossa sobrevivência!
Em suma: o crescimento de partes da população do mundo, não deve nem pode impedir o eco-desenvolvimento do conjunto de países e povos do planeta. A seguir este ritmo de crescimento, como teremos “água para todos”?
O Egito, é um país controvertido! Berço de riquezas histórico-culturais do Planeta e pobrezas existenciais. A população é oprimida pelo “Deserto do Saara” aglomerando milhões de gente numa estreita faixa de terra fértil no vale e delta do Rio Nilo.
Nos anos 60 promoveu uma reforma agrária, dando meio (1/2) hectare de terra à cada família de agricultor.
Na época - em apelo - tentou financiamento da Barragem de Assuã, com Inglaterra, França e Estados Unidos. Em contra-partida teria que assinar o “Pacto de Bagdá”, que seria contra interesses politicos-diplomáticos egípcios. Resultado: não teve financiamento; e a população foi condenada à sobreviver em estado de fome e sede.
Quem procura acha! E o Governo do Egito, com recursos próprios, fez a construção da “Barragem de Assuã”.
Relembramos o “Alcorão”, código moral e de religião do povo maometano, que afirma: “O maior crime é o de negar-se água à quem tem sede; quem a nega deve sofrer penalidades na terra e nunca alcançará o Reino dos Céus.” O “Paraíso de Maomé” é simbolizado por um verdejante ambiente de palmeiras num “oásis” , com muita água fluindo aos pés dos fiéis.
Para ter idéia do valor da água no Egito, basta multiplicarmos 2 décadas de rendas da “Companhia do Canal de Suez” ( US 50 milhões/ ano), para poder fazer irrigação dos cultivos e ter alimentos para sua população.
O privilégio, a cobiça e riqueza de poucas nações é construída com espoliação, sede, fome e pobreza de muitas nações. Quando as leis do mundo terreno convergirão ao encontro da filosofia das leis da natureza? Ou aplicação dos Estatutos da “ONU”?
Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário, projetista ambiental) Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado” (Diário da Manhã – Pelotas / RS). Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor de livros: como “Dossiê da Amazônia”. 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” .
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