População Mundial:      Terras Produtivas: hectares
   
Série Água 2
terça, 07 fevereiro 2006

No oráculo chinês de “Confúcio”, pode se ler: “Posso mudar uma cidade. Não um poço”!   Pura, verdade !  Cidades construídas há séculos podem ter crises, colapsos e desaparecerem!                                   Para quem tem dinheiro  - em Maun, África – ainda pode comprar água em baldes. Os vendedores andam cerca de 3 quilômetros, à pé, e só é permitido vender 4 baldes por dia.   “Maun” foi capital do ”safári”, no auge das caçadas por estrangeiros e fonte de riquezas que – praticamente - substituiu o garimpo de diamantes.

Em 1990, o governo africano – prevendo mais secas -  planejou  a construção de 42 Km de canais e hidrovias, para irrigar novas áreas agrícolas.  A população foi contra.  Até o Greenpeace fez reuniões com os aldeões.  Caso perdido.

Em 1992, diante da recusa, o governo cancelou o projeto de irrigação da região. 

 

Em 1996, na falta de chuvas, a região entrou em colapso total.   Sem turismo, sem pesca, sem água, sem raízes de junco (nenúfares) para cobertura dos telhados das choupanas.  E os poços secaram.  Milhares de pessoas morreram.

Em 1997, relatórios oficiais provaram que 7 das 22 adutoras estavam contaminadas por coliformes (fezes humanas e de animais).  

 

Assim, em desespero por água, o Governo de Botsuana queria comprar armamentos para atacar a Namíbia.  O Deserto da Namíbia explica tudo. Há valiosos diamantes espalhados pelo chão, a céu aberto,  protegidos pela Marinha e Exército.  Mas, não há córregos d’água.   Que ironia!    

Um engenheiro hidráulico da Namíbia – Piet Heyns – indagado sob alternativas da obra do mega duto, declarou: “Se não construirmos o aqueduto e as chuvas não caírem de novo... estaremos na merda”, mostrando à imprensa internacional a foto de 60 mil cadáveres bovinos, mortos pela sede e contaminando o ar.

 

Assim, de forma inteligente, um duto de 250 Km foi construído, bombeando água do rio Windhoek, ao custo de meio bilhão de dólares.

Muitas perguntas, ainda estão sem respostas: É lícito, um país se apossar da água de um delta de outro país?   E como a vida selvagem sobreviveria?  Na guerra de interesses destes países, teremos uma guerra real no futuro?  Que instituição global fará o arbitramento ou administração dos recursos naturais planetários? Será ironia

ou ignorância?   A humanidade voltar à Era das cavernas por destruir – (mananciais d’água, biodiversidade, santuários florestais, ecossistemas) -  as maiores riquezas do Planeta Terra?  

 

Quantos litros d’água pura perdemos – desperdiçamos – lavando calçadas, veículos, escovando dentes, louças na cozinha, ou descarga nos sanitários, etc..., de forma irracional, todos os dias?  Em todas cidades?  Em todo país?

 

Será que podemos começar – agora - com ciência & tecnologia, um novo amanhã? A mudança de consciência ambiental, - com educação - pode instrumentar em todos povos,  um novo fim menos trágico para a humanidade?

 

Dr. Gilnei Fróes (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário, projetista ambiental )    Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado”  (Diário da Manhã – Pelotas / RS). Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor do livro   “Dossiê da Amazônia”.  Em 2004 , 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” . Autor de projetos ambientais internacionais. 

 






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