População Mundial:      Terras Produtivas: hectares
   
Ecologia, ecumenismo e ciência
quinta, 03 janeiro 2008

Como transformar a sociedade para curar o planeta? No planeta Terra cada vez mais aumenta a variedade de suas doenças: febre, (pelas mudanças climáticas); desertos, (desmatamentos); queimaduras (incêndios das florestas); envenenamento (contaminação de rios e oceanos), além de solos inférteis (drogados por agrotóxicos).

Se a exploração dos recursos naturais continuarem, predatoriamente, espoliando florestas, rios, oceanos, em função do lucro de uma minoria de seres humanos, acontecerão o prejuízo da maioria: a eco-apocalipse.  O apocalipse é anunciado em várias profecias (bíblicas, índias, Nostradamus, Maias, de religiões, etc.) e tendo como amostra, esta desgraça ambiental global que ocorre  por conta e risco da própria humanidade.

Nas últimas décadas, com alertas à sociedade, ecologistas tentam deter essa tragédia anunciada.  Inúmeras ONGs tentaram colocar ações, projetos e disfarçar mil adjetivos no processo a que os economistas chamam de desenvolvimento    Na “Eco 92”, mais um nome nasceu: o “desenvolvimento sustentável.”    Porém, o processo de poluição continuou ampliando-se e indiscriminado.

Por isso, como desenvolver de forma ecológica, científica sem contrariar, a própria natureza predatória e violenta da sociedade na exploração dos recursos naturais?  Não há mesa redonda e nem mesa quadrada ou conferencia que mude a realidade ambiental humana

A poderosa UNESCO realizou (abril 2007) um congresso de economistas de vários países da Europa e o tema foi: “Linha do Horizonte: desfazer o desenvolvimento e refazer o mundo”.

       

Como será possível avançar idéias, projetos, experiências, estudos, observações, sem um maior diálogo entre sociedade civil e Estado?  Como aceitar a idéia de que decidam por nós?  Vamos substituir a idéia de blocos comerciais de países por uma aliança mundial de nações?  Como fundamentar e regulamentar acerca da riqueza da diversidade das culturas e de cada país, a  respeito à vida?  Ou pior: como considerar normal que no futebol da Espanha, há três (3) jogadores, astros de futebol, (dentre os quais um brasileiro) onde o somatório de suas “declarações de renda” anual correspondente ao “PIB” de 46 países da África?                                                         

Em suma: como cientistas ambientais sobreviverão sem o justo pagamento de seus projetos de interesse a sociedade, sem verbas, nem incentivos ou mesmo sem “science parks”?  E se todos os inventos, patentes, processos são lucrativos mecanismos de impostos e taxas para as cidades, Estados e País? 

 

A hipocrisia da sociedade internacional é grande!  Noticias na mídia afirmam que, para garantir um preço mais elevado para seus produtos, empresários dos EUA pagam a fazendeiros africanos para queimarem todo o seu estoque de cereais.  Assim, a economia fala mais alto do que a ecologia na sobrevivência do próprio país. A filosofia de pátria eu alugo e governante eu compro, ainda é resquício do colonialismo mental-espiritual que há no planeta.

         

A vida na Terra e a paz da sociedade humana dependem de que a economia não seja mais desvinculada da ecologia, da ciência e da Ética religiosa necessárias na vida, para preservação da “natureza das leis” e “leis da natureza” no interesse de todos os povos e dos seres vivos.

Nossos projetos se apóiam na Educação Ambiental gerando consciência ecológica. A estrutura das escolas baseada no sistema de competição de notas, valores, concursos e vestibulares e não premia o “conhecimento”. E há um “marketing” da cultura consumista tão responsável pelo desequilíbrio ecológico, como por lixos, resíduos, venenos, guerras que a sociedade produz.

     

 É preciso descolonizar a mente, dependente da propaganda e libertar o imaginário das prisões do consumismo para se reinventar formas de vida alternativas sadias. Buscar o sustentável e o sadio. Por isso, o reencontro com as raízes culturais com nossos antepassados é um bom caminho para esse processo. Algumas comunidades começam a reaproveitar quase tudo o que é jogado fora. As cascas das frutas são transformadas em geléias.  O”espírito de reciclar” vale para se “reciclar o espírito”. E Isto é que precisamos no “I Congresso Internacional Ecológico, Ecumênico e Científico”, (26 e 27) em Londrina.

 

Reciclar é preciso. Reeducar para as inter-relações homem-natureza e as novas gerações entender o uso da energia e da natureza. Reciclar mentes e desarmar espíritos é imperioso caminho ambiental para Paz. Todos os cuidados ecológicos têm uma essência: a relação ética de amor e de comunhão com a natureza. Essa é missão de todos nós.

    

Aos buscadores, missionários, padres, condutores, pastores, rabinos, mestres, etc., políticos, cientistas e ecologistas entendam a frase de Madame Blavastky :  “Não há religião superior à Verdade.”

    

 A realidade e relação se inscrevem no próprio âmbito de uma espiritualidade ecológica e ecumênica que, hoje atualizamos, na citação de um cristão do século II: “Contempla uma árvore e estarás vendo minha presença. Sente o roçar do vento em teu corpo, é meu carinho para contigo. Em cada poeira da estrada e nas flores do caminho, tu podes me encontrar. Basta levantares uma pedra e ali encontras o teu Deus”.  Quando deixaremos de teorias e passaremos à prática da ecologia científica e ecumênica para salvação de nosso lugar e do planeta?   Acredito que Ecologia, Religião e Ciência só valem à pena se ajudar a humanidade a viver e conviver num processo paz.  Por isso, persistimos em nossa luta!

 

Dr. Gilnei Fróes – Gestor Ambiental, Medico Veterinário, autor de “Dossiê da Amazônia”

                              Presidente do Instituto Bering Fróes Eco Global  -  www.ibfecoglobal.org

 






130069 Visitors
Política de Privacidade